“Terra é Guaíba”, disse José Evaristo Villalobos Junior, o humorista Carlos Nobre, tornando assim por demais conhecida a terra onde nasceu em 7 de abril de 1929.
Carlos Nobre, nascido José Evaristo, filho de Dona Hiolanda Miranda Villalobos e José Evaristo Villalobos, aos dois anos de idade passou a residir no prédio n° 460 da Rua Sete de setembro, por ocasião da morte de seu pai. Ali viveu até os seis anos. Na época, o prédio pertencia a família Miranda, funcionando como hotel. Esse mesmo prédio passou por reformas para abrigar a prefeitura Municipal e Câmara, e hoje é a sede do Museu Municipal.
Para não contrariar a família, logo que pode se dedicar a vida artística, José Evaristo Junior optou pelo pseudônimo de Carlos Nobre. Com ele, iniciou-se como cantor, sendo mais tarde produtor de programas esportivos, Até haver descoberto sua verdadeira vocação: o humorismo.
Como humorista, foi reconhecido pelo seu trabalho além das fronteiras do estado. A convite de empresas do centro do país, trabalhou no Rio de Janeiro, retornando por não resistir à saudade do solo gaúcho. “Não saio mais da minha terra por dinheiro nenhum;prefiro ganhar menos do que ir embora novamente.”, teria dito ao retornar.
Em Porto Alegre, assumiu programas de rádio e tv e manteve colunas em jornais. Escreveu dois livros: “Nobre do Principio ao fim” e “Nobre e Outras Boas”. Em ocasião alguma deixou de lembrar sua infância guaibense e as pessoas com as quais conviveu quando criança.
Honesto, íntegro e amigo de todos, Carlos Nobre amou Guaíba, Porto Alegre e o Rio Grande de Sul; amou Dona Virginia Vargas, sua esposa, e amou seus filhos, Marco e José Evaristo. Era gremista apaixonado, apadrinhou o Pedregulho F.C., o futebol amador, colecionou todos os discos de Sílvio Caldas e apreciou Fernando Pessoa e Carlos Drumond de Andrade.
Faleceu em 16 de dezembro de 1985.